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Fragmento de um soneto, escrito com o próximo (nº 57) no verso de uma carta recebida de Sebastiano del Piombo em 8 de junho de 1532; provavelmente um dos primeiros poemas dedicados a Tommaso Cavalieri, um culto jovem romano, a quem ele conheceu no mesmo ano e a quem dedicará muitos de seus poemas (cf. nº 57, 60, 83, 90…)

1 mie morte: “vivo de uma paixão que representa minha morte”.

4 foco: da paixão e, ao mesmo tempo, talvez o fogo para o pecado da sodomia e a luxúria, no inferno (cf. Dante Alighieri, Inferno , canto XV).

 Vivo della mie morte e, se ben guardo,

felice vivo d’infelice sorte;

e chi viver non sa d’angoscia e morte,

nel foco venga, ov’io mi struggo e ardo.

Vivo da minha morte e, pensando bem, / feliz vivo com a infeliz sorte; / e quem viver não sabe com angústia e morte, / entre no fogo, onde queimo e me destruo. 

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