32

Fragmento de um soneto, escrito a lápis no verso de uma carta enviada a Michelangelo por ‘Sandro marmorista em Carrara’, em 8 de outubro de 1525, a fase em que se realizava a briga de Michelangelo para obter a encomenda dos túmulos da família dos Médicis.

5 Serva, Escrava: minha liberdade se fez escrava e minha parte mortal (minha carne) se fez meu deus.

Vivo al peccato, a me morendo vivo;
vita già mia non son, ma del peccato:
mie ben dal ciel, mie mal da me m’è dato,
 dal mie sciolto voler, di ch’io son privo.
 Serva mie libertà mortal mie divo
a me s’è fatto. O infelice stato!
A che miseria, a che viver son nato! 

Vivo em pecado, morrendo para mim vivo; / à minha vida não pertenço, mas ao pecado: / meu prazer vem do céu, meu mal de mim mesmo, / do meu livre querer, do qual estou castrado. / Escrava minha liberdade, mortal meu deus / de mim se apossou! ó infeliz estado ! / a que miséria, a que viver sou fadado!

Questa voce è stata pubblicata in Michelangelo. Contrassegna il permalink.

Lascia un commento

Inserisci i tuoi dati qui sotto o clicca su un'icona per effettuare l'accesso:

Logo WordPress.com

Stai commentando usando il tuo account WordPress.com. Chiudi sessione / Modifica )

Foto Twitter

Stai commentando usando il tuo account Twitter. Chiudi sessione / Modifica )

Foto di Facebook

Stai commentando usando il tuo account Facebook. Chiudi sessione / Modifica )

Google+ photo

Stai commentando usando il tuo account Google+. Chiudi sessione / Modifica )

Connessione a %s...