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Trata-se do epigrama (inscrição de caráter fúnebre), redigido em 1545-46 em resposta à composição do mesmo gênero, de Giovanni di Carlo Strozzi, acadêmico florentino, que louvava sua escultura  (a famosíssima Noite): La Notte che tu vedi in sì dolci atti / dormir, fu da un Angelo scolpita / in questo sasso e, perché dorme, ha vita: / destala, se nol credi, e parleratti. “A Noite que vês em tão doces gestos/ dormir, foi por um Anjo esculpida / nesta pedra e, porque dorme, possui vida: / acorde-a, se não o crês, e falar-te-á.”. As alusões políticas (verso 2) se referem à restauração da dinastia da família Medici em Florença (1530), o que levou muitos de seus amigos a procurarem exílio em Roma, e motivou a recusa do autor a voltar para sua cidade natal.

Caro m’è ‘l sonno, e più l’esser di sasso,
mentre che ‘l danno e la vergogna dura;
non veder, non sentir m’è gran ventura;
però non mi destar, deh, parla basso.

Caro me é o sono e mais ser de pedra, / enquanto o dano e a vergonha duram; / não ver, não sentir: ainda grande ventura; / por isso não me perturbes; fala baixo.

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