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Este madrigal (cf. nº 12) redigido em 1544-46, é dedicado a Vittoria Colonna. Em carta a seu amigo Giovan Francesco Fattucci, ele a descreve como seu mui grande amigo: “envio alguma das minhas composições que escrevia para a marquesa de Pescara, que gostava muito de mim e eu não menos dela. A morte me tirou um grande amigo.” Note-se a ambigüidade do masculino amigo em relação à poetisa e amiga (cf. apresentação e n.º 60, 90 e 162).

Son fatto tal …não mais senhor de mim…: Não terei mais controle sobre minhas emoções.
11 O donna che passate, ó mulher que transportas:  elevas.
  Un uomo in una donna, anzi uno dio
per la sua bocca parla,
ond’io per ascoltarla
son fatto tal, che ma’ più sarò mio.
I’ credo ben, po’ ch’io
a me da lei fu’ tolto,
fuor di me stesso aver di me pietate;
sì sopra ‘l van desio
mi sprona il suo bel volto,
ch’i’ veggio morte in ogni altra beltate.
O donna che passate
per acqua e foco l’alme a’ lieti giorni,
deh, fate c’a me stesso più non torni.

Um homem numa mulher, antes um deus / por sua boca fala / e eu, porque a escutei / não mais senhor de mim mesmo serei. / Creio que ela / tanto me arrebatou / fora de mim despertarei piedade; / sim, acima do vão desejo / tanto me acicata seu belo rosto, / que vejo morte em qualquer outra beleza. / Ó mulher que almas transportas / com  água e fogo, a tão jubilosos dias, / faze que mais não volte a mim.

 

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