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Dirigido à “mulher bonita e cruel”, destinatária ideal e não identificada junto com outro grupo de poemas, este madrigal (cf. nº 12)  redigido entre 1536 e 1546, está repleto de oposições, à moda do poeta Francesco Petrarca (cf. nº 57). Fazia parte do grupo destinado por Michelangelo à impressão (cf. apresentação).

Questa mie donna è sí pronta e ardita,
c’allor che la m’ancide ogni mie bene
cogli occhi promette, e parte tiene
il crudel ferro dentro a la ferita.
E cosí morte e vita,
contrarie, insieme in un picciol momento
dentro a l’anima sento;
ma la grazia il tormento
da me discaccia per più lunga pruova;
c’assai più nuoce il mal che ‘l ben non giova.

Esta minha senhora é tão  ágil e ousada, / que, sempre que ela me mata,  todo o bem / com os olhos me promete,  entretanto / mantém o cruel ferro na ferida. / E assim morte e vida, / contrárias, juntas num instante / dentro da alma sinto; / mas a graça, o tormento / de mim afasta, para mais longa prova; / pois mais me maltrata que bem me traz.

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